Logo após comemorar, as pressas, o Dia do Físico… fiquei meio apreensivo! Fiquei morrendo de medo de ter despertado a fúria dos Grandes Deuses Impiedosos da Física e achei melhor tentar me redimir. E RÁPIDO! Mas… o que poderia ser tão grandioso a ponto de perdoar tal sacrilégio?
Há!! A resposta é obvio! Detonações Nucleares!!! =D Vou conseguir meu perdão lhes falando de um documentário fodônico sobre testes nucleares! Afinal, você consegue imaginar algo mais grandioso, legal e próximo do ato da criação??? (Ok! Tem a cura do câncer e inúmeras outras coisas… mas eu sou só um Quase-Físico! Não é querer demais? Hunf)

Voltando. Se trata de um documentário de que tomei conhecimento já faz um tempo por um outro documentário que não me lembro mais qual! Porém… eu lembrei e isso é prova de que meu remédio tá funcionando. (BRINCADEIRA!)
O documentário se chama Trinity and Beyond e conta a história dos primórdios das armas nucleares. “Da famosa carta enviado por Einstein a Roosevelt” avisando sobre os perigos dessa nova tecnologia que poderia estar em desenvolvimento pelos alemães, passando pelo ataque desnecessário a Hiroshima e Nagasaki até os principais testes nucleares (oficiais, é claro) realizados pelos EUA, do final da Segunda Guerra Mundial até os anos dourados da Guerra Fria.

O que você pode esperar desse documentário de 90mins? Pra começar… explosões! Das grandes! O que mais? Bem… explosões que você talvez nunca tenha visto num mesmo lugar (muitas delas vocês podem achar no youtube) e por tanto tempo, assim como toda a organização por trás das pesquisas e testes. Por exemplo, uma coisa de que eu já fazia ideia, mas que me chocou mesmo assim ao assistir, era de ter a noção das dimensões assustadoras dos investimentos envolvidos. Eram construídas cidadezinhas, ferrovias, florestas e tudo mais… para ser “EXPLODIDO”! Sinistro né? Imagina uma cidade inteira de mentira… com manequins pelas ruas e dentro das casas! Pode imaginar algo mais doente que isso? [1]
Além das imagens de detonações em terra, ainda temos as feitas na superfície do oceano e as submersas que geram cenas ainda mais assustadoras! E tudo isso filmado de todo angulo possível… do nivel do mar, de aviões em diversas altitudes e até mesmo dentro dos navios que foram alvos do testes. Em uma das cenas, é mostrada a imagem de uma câmera colocada dentro de um submarino embaixo d´água. Num instante você vê o interior dele e no outro… água! Oo Quer mais? Que tal cenas de detonações nucleares em super slow motion? Acompanhando cada milisegundo? TEM!!

O mais bizarro de tudo é olhar para a tecnologia “bruta” da época. Aqueles computadores enormes meio eletrônico meio mecânicos, painéis cheios de luzinhas piscantes, gravação de dados em fitas magnéticas e roupas anti-radiação de palitos de sorvete! Mas espere… eles nem conheciam direito os efeitos da radiação logo no começo, dai.. faziam tudo de short e camiseta mesmo! É mesmo! Oo
Acha que foram imprudentes? Será? Então nem preciso falar dos testes realizados na alta atmosfera né?! A imagem ao lado é de um desses testes e não foram poucos não! Cada um deles espalhando todo tipo de porcaria radioativa na alta atmosfera, deixando TODO nosso querido planetinha mais… temperado.
Se você achou que foram uns sei la… 50 testes, você não poderia estar mais enganado! Todos eles somados chegam aos milhares!!! Chocado? Então… pra finalizar olhe isso:

O cavalinho chinês nuclear!!
É, no final do documentário mostram algumas cenas de testes nucleares e treinamentos de “combate nuclear” realizados pelos chineses. Oo
Só pra concluir, se até em roupas de combate nuclear para cavalos eles pensaram… e FIZERAM, é uma boa ver esse documentário e não duvidar de mais nada. ^^
Espero ter acalmado a fúria divina e a fome de bons posts dos leitores do EÁ!
=/
Ainda não está satisfeito?? Tá bem… então aqui vai uma prévia do documentário:
Notas do autor:
[1] Aquela cena do novo indiana jones é muuuuito boa! Infelizmente ele se salva daquele jeito tosco!



Em um determinado momento se inicia a precipitação e quando esta entre em contato com a superfície solar, ela se evapora violentamente e eventualmente podemos estar no caminho desse jato de vapor d´água quente pra caramba. Então, além dos sérios riscos de cozimento, todos sabemos que equipamentos eletrônicos e água não se dão muito bem![3]
Quem não se lembra do desenho Centurions? Tá bem… muita gente.

Fundamos a Divisão de Armas Azarônicas e começamos a trabalhar. Nomearam o projeto como Projeto Rabuda, que consistia em construir uma mina terrestre que gerava azar. Mas o problema era: como fazer isso?
Perigo! Ázarons!




Como as simples antenas ao lado podem fazer isso? Suas antenas são como as de um radio telescopio mas que enviam sinais ao invez de só receber. Cada uma dessas antenas possuem dois conjuntos diferentes de dipolo cruzado, uma superior e uma inferior, que lhe garantem uma forma de pirocóptero duplo. Essas antenas podem direcionar seu sinal por meio de reflexões na alta atmosfera e a energia que elas poderão irradiar é da ordem de 1.7 Gigawatts! Isso é muita coisa, lembre-se: Dr. Brown fez uma maquina do tempo funcionar em um carro com apenas 1.21Gigawatts. Se isso é energia suficiente para enviar um carro para fazer viagens no espaço e no tempo, com certeza pode fazer todas essas coisas e muito mais.
Como um grande amante de Star Wars, sempre me peguei pensando nas tecnologias associadas aos filmes[1] e como um bom Físico ficava imaginando como seriam esses dispositivos e veículos. Por exemplo um TIE Fighter, como seria estar naquele cockpit? Voando fazendo aquele barulho inconfundível e atirar aqueles raios verdes sinistros…
“Quando você chegar no bairro tal, vai ver uma antena esquisita que parece um TIE Fighter. É só seguir a antena que é minha casa”



Os próximos passos? Bem.. são muitas as possibilidades! Uma outra empresa a Far Far Away Tecnologies of the Forgotten Past – FFATFP está pensando ainda mais além! Por exemplo: os pilotos que não curtem fazer suas necessidades numa garrafinha ou na própria roupa, terão o Air WC que se acopla a cabine do avião, mas ainda se encontra em fase de teste.




























