Chegou o momento de revelar quem é o azarado que levou a camiseta do Efeito Ázaron! A disputa foi grande e complicada de se computar, afinal além da avaliação do Quase-Físico que vos fala, também haviam os fatores azarônicos que deveriam ser levados em conta!
O método cientificamente comprovado e utilizado para medir o azar de cada participante foi o LD10FREA – Lançamento de Dados de 10 Faces Reverso de Escolha Atrasada. Este consiste em lançar o dado, anotar os resultados para cada participante e depois disso conjugar os resultados a fim de premiar os mais azarados de todos[1], por exemplo: 0 é 10, 1 é 9, 2 é 8 e assim por diante!
E vamos direto para o que importa!! O vencedor é: Rafael Barbosa que publicou a história em seu blog Sem título ainda… e ela é a seguinte:
Foi mais ou menos assim…
Eu namorava com uma menina, entre 2003 e 2004. 1 ano de namoro e tal, sabe como é né? A vontade de dar uns amassos mais quentes começa a aumentar, os hormônios borbulhando mais do que água fervendo, não tinha um lugar pra “aliviar” essa tensão toda. O jeito era malandrar e acabar matando aula um dia, e chamando a namoradinha pra cá. E assim foi.
Tudo planejadinho, no esquema. Era um dia que teria palestras na escola, não valia ponto nem nada, o típico dia desperdiçado. Pensei com meus botões: “Vou chamar a B pra vir aqui pra casa.” Chamei e ela topou. Fogos de artifício, pulinhos de alegria e toda aquela empolgação juvenil.
Combinamos dela vir pra minha casa de manhã, ela também matou aula (Não repitam isso mocinhos e mocinhas, é feio). No horário combinado fui ao portão e ela já estava lá me esperando.
Cara, quando fui em direção ao portão, parecia aquelas cenas de filme de comédia americana. O sol brilhava, os pássaros contavam e eu andava com o típico gingado do “f*dão“. Naquele dia eu me sentia o vencedor! Sozinho em casa, namoradinha comigo, nada podia dar errado!
Abri o portão e subimos. Nem entrei em casa direito e a parada já começou a esquentar. Todo aquele vigor da adolescência ali, despejado. Os meses de bjinhos e abraços finalmente iriam terminar, iríamos dar um outro passo. Era tipo passar de fase. Se eu fosse um Pokemón, aquele era o dia da minha evolução. As pokebolas que o digam!
Começou no corredor, uma paradinha na sala e finalmente o quarto! Naquele dia meu quarto estava impecável! Cama arrumadinha, cheirosinho, tudo nos seus devidos lugares. O famoso “ninho do amor”.
A coisa foi ficando realmente quente. Tira aqui, tira ali, e o chão foi ficando cheio de roupas.
Corta para o portão do prédio.
Um carrinho de mão cheio dos mais variados tipos de verdura. Alface, salsinha, cebolinha e tudo o mais. Comandando o carrinho, um moleque, no alto dos seus 18 anos, que passava todos os dias pontualmente às 9h no meu prédio vendendo os seus quitutes.
Ele começa o ritual. Toca no 101 e pergunta: “Quer verdura?”, “Não”. Toca no 102, “Quer verdura?”, “Não”, e por aí vai. Até chegar na tecla do meu apartamento. Maldita tecla, maldito verdureiro.
Volta para o ninho de amor.
O ambiente transpirava amor. Eu era todo amor. Ela era toda amor. Diria que o bicho tava pegando aqui no quarto.
Corta para o portão. Em câmera lenta, o verdureiro leva seu dedo em direção à tecla do interfone daqui de casa. Lentamente ele aperta.
Volta para o ninho de amor.
Eu lembro de ter dado um pulo, mas um pulo, que eu nem reparei que joguei a menina para o lado, e já saí vestindo minha bermuda. Disse pra ela:
- F*deu, é minha mãe!
- Nossa, nem brinca, que vergonha.
- Fica aqui que vou atender.
- Tá bom.
Fui pra cozinha e atendi.
- Oi.
A frase que veio a seguir foi o verdadeiro banho de água fria.
- Quer verdura?
Putaqueopariu mermão. Como assim, Quer verdura? Minhha namorada quer, aliás, já tava até vendo antes de você tocar. Vem um carinha e bota o pé no meu amasso? Inadmissível!
- Caralho vei, quero verdura não. Se f*de mané.
E desliguei o interfone.
Quer verdura? Porra maluco, aquilo ali ficou repetindo na minha cabeça.
Voltei pro quarto e minha ex-namoradinha já estava completamente vestida. Falei que era só o verdureiro, mas não adiantou. O clima que pairava no ar foi todo embora com o verdureiro. O “fodão” aqui perdeu todo o rebolado. Não foi só o rebolado não. Empolgação, t*são, tudo que se passa nessa hora, foi embora com o carrinho de alface. Acho que é por isso que não gosto de verduras até hoje.
Só me restou levar ela embora, voltar, comprar um pãozinho e ir assistir TV Globinho.
Quer verdura? Pff…
Meus parabéns Rafael! Já lhe enviei e-mail e logo você deve estar com sua camiseta do EÁ[2] ou não….
Aos que participaram e não ganharam p0rra nenhuma… bem… se serve de consolo: vocês não são tão azarados quanto pensavam! =D
=/
Notas do autor:
[1] Só funciona se a idéia de conjugar os resultados for concebida após os resultados dos dados eram computados. Caso contrário o experimento seria prejudicado pela interação dos ázarons.
[2] Recebe, se a greve dos correios acabar!! Engraçado né? Greve nos correios… Ázaron Awards… e ainda tem jeito de extraviar!! Hahhahaha
* As respostas de comentários não estão funcionando… por que? Não faço a menor idéia! Simplesmente pararam de funcionar e como estou na casa os meus pais, passando uns dias, não tenho como concertar! Portanto, vou deixar a resposta de comentários desligada até lá… no mais os comentários estão funcionando perfeitamente bem, tirando eventuais futuros problemas! Hehehe…
** Pretendo impletamentar o Azar-o-matic, um sistema automatizado de detecção e quantificação de azar para ser usado nos prováveis concursos futuros! Já assinei um contrato com uma empresa para iniciar as pesquisas e a provável integração desse sistema com uma linha de Contadores Geiger e Tricorders(nojo) que eles já possuem.